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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Temos algo a oferecer

Atos 3.

  1. E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
  2. E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.
  3. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.
  4. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.
  5. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa.
  6. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.
  7. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.
  8. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.
  9. E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;
Nesse capítulo de Atos vemos o primeiro acontecimento realizado pelos discípulos após a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Lucas (o escritor de Atos) era observador, e escreveu com detalhe o que aconteceu. O homem era posto desde o nascimento na porta chamada formosa; a porta chamada formosa era uma das mais bonita e contratava com o homem paralítico que pedia esmola. A todos os que entravam no templo o homem pedia uma esmola. Mas quando chegou na hora de pedir a Pedro e João o homem coxo teve uma surpresa. 
- Olha para nós, disse Pedro.
- Não tenho prata nem ouro...
Eles não tinha prata e nem ouro, mas tinha algo a oferecer, vemos hoje pessoas que antes de orar por um enfermo ou na hora em que recebe uma oportunidade, dizem que não tem nada a oferecer. Se não tem o que oferecer então porque estão lá esperando para orar pelos enfermos ou para falar algo?
Irmãos, nós sempre temos o que oferecer, talvez não tenhamos dinheiro pra oferecer, como Pedro e João, mas algo nós temos.
Pedro e João não tinha nada material para oferecer, mas tinha algo bem maior do que bens materiais, tinha algo espiritual.
Repare, amados, que bens materiais todos podem oferecer, mas o espiritual nem todos podem oferecer, nós, servos do Senhor, temos, temos sempre algo espiritual. 
Então, nunca diga que não tem nada a oferecer quando tiver uma oportunidade ou quando for orar por algum enfermo. Você tem algo muito valioso. Tem o Espírito Santo e em nome de Jesus cristo você pode fazer com que coxos se levantem, cegos vêem, mudos falarem e surdos ouvirem. Tudo no nome de Jesus.

Obs: Tem muitos paralíticos (espiritualmente falando) que precisam andar, mas só vão fazer isso a partir do momento em que você da a ordem. EM NOME DE JESUS CRISTO, O NAZARENO, LEVANTA-TE E ANDA.

Por Pb. Silvio Luis

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Faça-se como uma criança

Marcos 10.15 - Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele.


O Senhor Jesus podia ter dado outro exemplo. Podia ter falado que: "Aquele que não receber o reino de Deus como um homem forte não entraria nele".
Um homem forte para enfrentar o diabo e pisar na cabeça dele.
Ou podia ter dito que: "Aquele que não receber o reino de Deus como um homem culto não entraria nele".
Quando o diabo viesse tentá-lo, o crente diria um monte de palavras bonitas e sábias e pronto! O diabo perde.
Mas Jesus deu o exemplo mais simples e puro. Já reparou o que uma criança faz quando está com problemas? Procura seus pais. Nada mais, só isso.
Assim também nós quando estamos em grandes problemas, não precisamos tentar enfrentá-lo como homens fortes ou sábios, o que temos que fazer é, à exemplo da criança. procurar o nosso Pai. Nada mais.
Sejamos como uma criança, amados e herdaremos o reino dos céus.

Por Pb. Silvio Luis

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os Dois Cavalos


Numa estrada há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo, - um cavalo mais jovem.
Isso já é de se admirar. Se você ficar observando, ouvirá um sino.
Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego, sabe onde está seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam os dias pastando e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.
E você percebe que o cavalo com o sino, está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, para, para que o outro possa alcançá-lo.

O cavalo cego, guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Moral da história:
Como o dono desses dois cavalos, Jeová Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.
Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.
Algumas vezes somos o cavalo cego, guiado pelo som do sino daqueles que Jeová Deus coloca em nossas vidas.

Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Aliviando a bagagem - Max Lucado - 7º Capítulo - Lá fora é uma selva


7 - Lá Fora É uma Selva

O Fardo do Desespero


Refrigera a minha alma...

Salmos 23.3
Pergunto-me se você pode imaginar a si mesmo numa selva.

Uma densa selva. Uma selva escura. Seus amigos o convenceram de que era tempo para uma daquelas raras viagens da vida, e aqui está você. Você pagou a passagem.

Você cruzou o oceano. Você alugou o guia e juntou-se ao grupo. E você aventurou-se onde nunca antes se aventurara - no profundo e estranho mundo de uma selva.

Parece interessante? Vamos dar um passo adiante.

Imagine que você está na selva, perdido e sozinho. Você parou a fim de amarrar os cordões da bota, e quando levantou os olhos, não havia ninguém por perto. Você arriscou e foi para a direita; agora está se perguntando se os outros não foram para a esquerda (Ou você foi à esquerda, e eles à direita?).

De qualquer modo, você está sozinho. E você tem estado sozinho por... bem, você não sabe quanto tempo se passou.

Seu relógio estava na sua mochila, e a sua mochila estava nos ombros do gentil rapaz de Nova Jersey, que voluntariamente a segurou enquanto você amarrava as botas. Você não pretendia que ele a carregasse, mas ele o fez. E aqui está você, emperrado no meio de lugar nenhum.

Você tem um problema. Primeiro, você não foi feito para este lugar. Deixassem você num centro de avenidas e edifícios, e você poderia farejar o caminho de casa. Mas aqui, nestes altos blocos de folhagem? Aqui nestas trilhas escondidas por entre o mato? Você está fora de seu elemento. Você não foi feito para esta selva.

E o que é pior: você não está equipado. Você não tem facão. Não tem faca. Não tem fósforo. Não tem luz. Não tem comida. Você não está equipado, mas acha-se numa armadilha - e não tem a menor idéia de como sair.

Parece-lhe divertido? Nem para mim. Antes de prosseguir, façamos uma pausa e indaguemos como você se sentiria. Em tais circunstâncias, que emoções viriam à tona? Com que pensamentos você lutaria?

Medo? Claro que sim.
Ansiedade? No mínimo.
Raiva? Posso entender isto (Você gostaria de pôr as mãos naquela gente que o convenceu a fazer esta viagem).

Porém, acima de tudo, e quanto ao desespero? Nenhuma idéia de para onde se voltar. Nenhuma intuição do que fazer. Quem poderia culpar você por sentar-se num toco (melhor checar primeiro se não há cobras), enterrar o rosto nas mãos e pensar, Nunca sairei daqui? Você não possui direção, nem equipamento, nem esperança.

Você pode congelar esta emoção por um momento? Você pode perceber, por um segundo apenas, como é sentir-se fora de seu elemento? Sem soluções? Sem idéias ou energia? Você pode imaginar, apenas por um momento, como é se sentir sem esperanças?

Se você pode, poderá relacionar-se com muitas pessoas neste mundo.

Para muita gente, a vida é... bem, a vida é igual a uma selva. Não uma selva de árvores e feras. Fosse assim seria simples. Fosse assim, nossas selvas poderiam ser cortadas com um facão, e nossos adversários, capturados numa gaiola. No entanto, as nossas selvas compreendem as mais densas moitas de saúde enfraquecida, corações partidos, e carteiras vazias.

Nossas florestas são constituídas de paredes de hospital e tribunais de divórcio. Não escutamos o gorjear dos pássaros ou o rosnar dos leões, mas ouvimos as reclamações dos vizinhos e as exigências dos patrões.

Nossos predadores são os nossos credores, e os ramos que nos cercam são as agitações que nos exaurem.

Lá fora é uma selva.

E para alguns, mesmo para muitos, o suprimento de esperança é pequeno. O desespero é um fardo excedente. Ao contrário dos outros, ele não é cheio. É vazio, e a sua vacuidade produz o peso.

Abra o zíper e examine todos os bolsos. Vire de ponta cabeça e sacuda bem. O saco do desespero é dolorosamente vazio.

Não é um quadro muito bonito, é? Vamos ver se podemos clareá-lo mais. Já imaginamos as emoções de alguém perdido; acha que podemos fazer o mesmo com alguém resgatado? O que seria necessário para restaurar-lhe a esperança? O que você precisaria para reenergizar a sua jornada?

Embora as respostas sejam abundantes, três chegam rápido à mente.

A primeira seria uma pessoa. Não qualquer pessoa. Você não precisa de alguém igualmente confuso. Você precisa de alguém que conheça o caminho para fora. E dele você precisa de alguma visão. Você precisa de alguém que levante o seu ânimo. Você precisa de alguém que olhe nos seus olhos e diga: "Isto não é o fim. Não desista. Há um lugar melhor que este. E eu o conduzirei para lá".

E, talvez o mais importante, você precisa de direção.

Se você tem apenas uma pessoa, mas não uma visão renovada, tudo o que você tem é companhia. Se ele tem uma visão, mas não direção, você tem um sonhador por companhia. Porém se você tem uma pessoa com direção - que possa tirá-lo deste lugar para o lugar - ah, então você tem alguém que pode restaurar-lhe a esperança.

Ou, para usar as palavras de Davi, "Ele refrigera a minha alma".

Nosso Pastor é especialista em restaurar a esperança da alma. Seja você uma ovelha perdida na borda de um penhasco, ou um no atrapalhado, sozinho na selva espessa, tudo muda quando aparece o seu Salvador.

Sua solidão diminui, porque você tem companhia.

Seu desespero decresce, porque você tem visão.

Sua confusão começa a dissipar-se, porque você tem direção.

Note, por favor: você não deixou a selva. As árvores ainda eclipsam o céu, e os espinhos ainda arranham a pele. Os animais espreitam e os roedores correm. A selva ainda é uma selva. Ela não mudou, mas você sim. Você mudou porque você tem esperança. E você tem esperança porque encontrou alguém que pode guiá-lo para fora.

Seu Pastor sabe que você não foi feito para este lugar.

Então Ele veio a fim de conduzi-lo para fora.

Ele veio para refrigerar-lhe a alma. Ele é a pessoa perfeita para fazê-lo.

Ele tem a visão correta. Ele o lembra de que você é "como peregrinos e forasteiros neste mundo" (1 Pe 2.11).

E Ele insiste para que você levante os olhos da selva à sua volta para o céu de você."Não prossiga arrastando-se com os olhos no chão, absorvido com as coisas à sua frente. Olhe para cima, e esteja alerto às coisas à roda de Cristo... Veja as coisas da perspectiva dele (Cl 3.2, traduzido da MSG).

Davi disse o mesmo deste modo:"Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do senhor, que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia, nem a lua, de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre" (Sl 121.1-8).

Deus, o nosso libertador, tem a visão correta. Ele possui também a direção certa. Ele fez a mais audaciosa reivindicação da história do homem quando declarou: "Eu sou o caminho" (Jo 14.6). As pessoas se perguntam se a reivindicação é exata. Ele responde a indagação abrindo um caminho através da vegetação rasteira do pecado e da morte, e... escapando vivo. Ele é o único que já fez isto. E é o único que pode ajudar você e eu a fazermos o mesmo.

Ele tem a visão correta: Ele avistou a pátria. Ele possui a direção certa: Ele abriu o caminho. Porém, acima de tudo, Ele é a pessoa certa, porque Ele é o nosso Deus.

Quem melhor conhece a selva senão aquEle que a criou? E quem conhece as armadilhas do caminho melhor que aquEle que já o trilhou?

Conta-se a história de um homem num safari, na densa selva africana. O guia adiante dele possuía um facão e ia cortando a vegetação alta e espessa. O viajante, cansado e bravo, perguntou frustrado: "Onde estamos? Você sabe aonde está me levando? Cadê o caminho?" O experimentado guia parou, olhou para trás e respondeu: "Eu sou o caminho".

Indagamos a mesma coisa, não? Perguntamos para Deus:"Para onde estás me levando? Cadê o caminho?" E Ele, como o guia, não nos conta. Oh, Ele pode dar-nos uma sugestão ou duas, mas tudo. Se Ele o fizesse, entenderíamos?

Compreenderíamos situação? Não, assim como o viajante, somos alheios à selva. Então, em vez de dar-nos uma resposta, Jesus nos dá uma dádiva muito maior. Dá-nos a si mesmo.
Ele remove a selva? Não, a vegetação ainda é cerrada.

Ele elimina os predadores? Não, o perigo ainda espreita.

Jesus não dá esperança mudando a selva; Ele restaura nossa esperança dando-nos a si próprio. E Ele prometeu estar conosco até o fim. "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28.20).

Precisamos deste lembrete. Todos precisamos. Pois todos carecemos de esperança.

Alguns de vocês não precisam dela exatamente agora. Sua selva tornou-se uma campina, e sua viagem, um deleite. Se este é o seu caso, parabéns. Mas lembre-se: não sabemos o que o amanhã retém. Não sabemos aonde vai dar esta estrada. Você pode estar à curva de um cemitério, do leito de um hospital, de uma casa vazia. Você pode estar na curva da estrada para uma selva.

E embora você não necessite ter a sua esperança restaurada hoje, poderá necessitar amanhã. E você precisa saber para quem se voltar.

Ou talvez você precise hoje mesmo. Você sabe que não foi feito para este lugar. Você sabe que não está equipado. Você quer alguém que o tire daí.

Se assim é, chame por seu Pastor. Ele conhece a sua voz, e está apenas esperando por seu pedido.


Fonte: Livro - Aliviando a Bagagem de Max Lucado

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ajude os flagelados da região serrana

Sem Jesus não somos nada

Mateus 21.



  1. E, quando se aproximaram de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao Monte das Oliveiras, enviou, então, Jesus dois discípulos, dizendo-lhes:
  2. Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei-mos.
  3. E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o Senhor os há de mister; e logo os enviará.
  4. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz:
  5. Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, Manso, e assentado sobre uma jumenta, E sobre um jumentinho, filho de animal de carga.
  6. E, indo os discípulos, e fazendo como Jesus lhes ordenara,
  7. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.
  8. E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho.
  9. E a multidão que ia adiante, e a que seguia, clamava, dizendo: Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!
  10. E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?
  11. E a multidão dizia: Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.
Lindos versículos. Eu vou falar da jumenta que foi levada até Jesus, repare que a Bíblia não fala muito dessa jumenta; nós sabemos que ela estava presa junto à um jumentinho e Jesus mandou que fossem buscá-la.
Sobe Jesus em cima da jumenta, e começa a entrar na cidade de Jerusalém. E quando está chegando na cidade, as pessoas estendem as suas vestes pelo caminho e colocam folhas de palmas para Jesus. Mas na verdade, não é Jesus quem pisa nas roupas e folhas de palmas, quem pisa é a jumenta, e eu imagino que muitos tocaram na jumenta, quando a jumenta passava eles batiam palmas e se alegravam. Após Jesus entrar na cidade, ele desce da jumenta e aquele animal volta à sua rotina de jumento.


Tocavam na jumenta, mas na verdade queriam tocar em Jesus, aplaudiam quando a jumenta passava, mas estavam aplaudindo porque Jesus estava em cima dela, espalhavam folhas de palmas e suas vestes para a jumenta pisar, mas na verdade eles estavam fazendo isso por Jesus.


Assim é a nossa vida, assim somos nós; enquanto Jesus estiver por cima de nós, vamos pregar lindos sermões, e, talvez, nos aplaudam, mas esses aplausos são para Jesus, estão se alegrando com o que fazemos porque Jesus está acima de nós. Antes de Jesus estar acima de nós, à exemplo da jumenta, não éramos nada. Mas, agora que Jesus é o Senhor das nossas vidas, somos usados, expulsamos demônios e falamos novas línguas, oramos pelos enfermos e eles são curados. Mas tudo isso é só porque Jesus está acima de nós. Se Jesus sair das nossas vidas, se não estivermos com Ele, não seremos usados, nada acontece. Não se engrandeça se você é usado por Deus, não se exalte, não se glorifique. O que você faz é porque Jesus está acima de você. Os elogios que te fazem, na verdade o fazem para Jesus. Portanto tenha sempre em mente que se estão aplaudindo, e se alegrando com você, é porque na verdade, Jesus está acima de você.


Por Pb. Silvio Luis

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aliviando a bagagem - Max Lucado - 5º Capítulo - Eu lhe darei descanso

5 - Eu lhe Darei Descanso

O Fardo do Cansaço

Deitar-me faz em verdes pastos...
Salmos 23.2
Darei a você as conseqüências da carga; você adivinha a causa.

Ela aflige 70 milhões de americanos e é culpada de 38.000 mortes por ano.

A condição custa, anualmente, os U.S. $70 bilhões equivalente a produtividade.

Adolescentes sofrem deste mal. Os estudos revelam que 64% dos adolescentes responsabilizam-na pelo baixo rendimento escolar.

Pessoas de meia-idade a enfrentam. Os pesquisadores afirmam que os casos mais severos ocorrem entre trinta e quarenta anos.

Cidadãos mais velhos são afligidos por ela. Um estudo sugere que a condição atinge 50% da população com mais de sessenta e cinco anos.

Os tratamentos envolvem desde vigilantes do peso a chás de ervas.

Alguma idéia do que está sendo descrito?

Abuso de substância química? Divórcio? Sermões longos? 

Nenhuma destas respostas está correta, embora a última seja uma boa intuição. A resposta pode surpreender você. Insônia.

A América não pode dormir.

Durante a maior parte da minha vida, eu secretamente ri da idéia de se ter dificuldade para dormir. Meu problema era não cair no sono. Minha dificuldade era permanecer acordado. Há alguns anos, porém, fui para a cama uma noite, fechei os olhos, e nada aconteceu. Não peguei no sono. Em vez de reduzir a marcha e entrar em descanso, minha mente engrenou. Mil e uma obrigações vieram-me à cabeça. A meia-noite passou e eu ainda estava acordado. Tomei um pouco de leite e voltei à cama. 

Continuei desperto. Acordei Denalyn, usando a mais premiada das perguntas tolas: "Você está acordada? "Ela disse-me para deixar de pensar nas coisas. Eu o fiz. Parei de pensar nas coisas e comecei a pensar nas pessoas. Não obstante, enquanto pensava nas pessoas, pensava no que elas estavam fazendo. Elas estavam dormindo. Aquilo me deixou bravo e me manteve acordado. 

Finalmente, lá pelas tantas da madrugada, havendo sido introduzido na associação de 70 milhões de americanos insones, adormeci.

Nunca mais ri à idéia de se ter dificuldade em dormir. 

Nem mais questionei a inclusão do versículo sobre descanso no Salmo 23.

Pessoas com trabalho demais e sono de menos apressam-se para a bagagem da vida e agarram o fardo do cansaço. Este você não carrega. Este você não levanta sobre os ombros e caminha pelas ruas. Você o arrasta como um obstinado são-bernardo. 

Cansaço e fadiga.

Por que estamos tão cansados? Você tem lido o jornal ultimamente? Ambicionarmos ter a vida de Huckleberry Finn e Tom Sawyer no Mississipi, mas olhe para nós sobre as águas brancas do rio Grande. Bifurcações no rio. Rochas na água. Ataques cardíacos, traições, débitos no cartão de crédito, batalhas por custódia.

Huck e Tom não têm de enfrentar este tipo de coisa. Nós temos, e elas mantêm-nos acordados. E já que não podemos dormir, temos um segundo problema.

Nossos corpos estão cansados. Pense a respeito. Se setenta milhões de americanos não estão dormindo o suficiente, o que isto significa? Que um terço de nosso país está dormitando no trabalho, cochilando durante a aula, ou dormindo ao volante (1.500 mortes na estrada, por ano, são causadas por motoristas sonolentos). Alguns modorram até enquanto lêem os livros de Lucado (Difícil penetrar, eu sei). Trinta toneladas de aspirinas, tranqüilizantes e pílulas para dormir são consumidas a cada dia! O medidor de energia no painel de nossa testa anuncia: vazio.

Convidássemos um alienígena para resolver nossos problemas, e ele sugeriria uma solução simples: vá todo mundo dormir. Nós riríamos dele. Ele não entende o modo como trabalhamos. Trabalhamos duro. Há dinheiro a ser ganho. Degraus a serem conquistados. Escadas a serem galgadas. Em nossa cartilha, ocupação está ligada a religiosidade. Idolatramos Thomas Edson, que alegava poder viver com quinze minutos de sono. De qualquer modo, esquecemos de mencionar Albert Einstein, que tirava, em média, onze horas de sono por dia. Em 1910, os americanos dormiam nove horas por dia; hoje, dormimos sete, e sentimo-nos orgulhosos disto. E estamos cansados por causa disto. Nossas mentes estão cansadas. Nossos corpos estão cansados. Porém muito mais importante, nossas almas estão cansadas.

Somos criaturas eternas, e fazemos perguntas eternas: 

De onde vim? Para onde vou? Qual o significado da vida? O que é certo? O que é errado? Há vida após a morte? Estas são as indagações primordiais da alma. E, deixadas sem respostas, tais questões roubar-nos-ão o descanso.

Apenas uma outra criatura tem tantos problemas quanto nós, sobre o descanso. Não os cachorros. Eles cochilam. Não os ursos. Eles hibernam. Os gatos inventaram a soneca, e o bicho preguiça descansa vinte horas por dia (Então é isto o que eu era em meu segundo ano de faculdade). A maioria dos animais sabe como descansar. 

Existe apenas uma exceção. Estas criaturas são lanosas, simplórias e vagarosas. Não, não são maridos em dias de sábado. Ovelhas! Ovelhas não podem dormir.

Para uma ovelha dormir, tudo precisa estar muito bem. 

Nada de predadores. Nenhuma tensão no rebanho. Nenhum inseto no ar. Nenhuma fome no estômago. Tudo tem de estar perfeito. 

Infelizmente, ovelhas não conseguem achar pastos seguros. Nem podem passar inseticida, lidar com os atritos, ou encontrar comida. Elas precisam de ajuda. 

Precisam de um pastor que "as guie" e as ajude a "deitar-se em pastos verdes". Sem um pastor, elas não podem descansar.

Sem um pastor, nem nós podemos.

No segundo verso do Salmo 23, Davi, o poeta, torna-se Davi, o artista. Sua pena torna-se um pincel, seu pergaminho, uma tela, e as suas palavras pintam um quadro. Um rebanho de ovelhas deitadas sobre as patas, rodeando um pastor. Os ventres aninhados na grama alta. 

Uma lagoa quieta de um lado, o pastor vigilante do outro. 

Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas" (Sl 23.2).

Atente para os dois pronomes ocultos antes do verbo. 

Ele deitar-me faz... Ele guia-me...

Quem é o ativo? Quem está no comando? O pastor. O pastor escolhe a trilha e prepara a pastagem. O trabalho da ovelha - nosso trabalho - é olhar para o pastor. Com os olhos em nosso Pastor, seremos capazes de tirar uma soneca.

"Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti" (Is 26.3).

Posso mostrar-lhe algo? Corra ao final deste livro e olhe para uma página vazia. Enquanto olha para ela, o que você vê? Você vê um pedaço de papel branco. Agora faça um ponto no centro da folha. Olhe novamente. O que você vê agora? Você vê o ponto, não é? E não é este o nosso problema? Nós deixamos as marcas escuras eclipsar o espaço branco.

Nós vemos as ondas da água em vez de ver o Salvador andando sobre elas. Focalizamos nossa irrisória provisão, em vez de olhar para aquele que pode alimentar cinco mil pessoas famintas. Concentramo-nos na escura sexta-feira da crucificação, e perdemos o brilhante domingo da ressurreição.

Mude sua focagem e relaxe.

E enquanto relaxa, mude sua agenda e descanse!

Outro dia minha esposa encontrou uma amiga num restaurante para um café. Ambas entraram no estacionamento ao mesmo tempo. Quando Denalyn desceu do carro, viu sua amiga acenando. Denalyn achou que ela estivesse falando alguma coisa, mas não podia ouvir uma palavra. Uma britadeira estava triturando o pavimento a apenas alguns passos dali. Ela caminhou até sua amiga, que, pelo jeito, estava somente dizendo oi, e ambas entraram no restaurante.

Na hora de sair, minha esposa não conseguia encontrar as chaves. Ela procurou na bolsa, no chão e no carro da amiga. Finalmente, ao entrar no próprio carro, lá estavam elas. Não apenas as chaves estavam na ignição, mas o carro estava ligado. Ele estivera ligado o tempo todo em que elas permaneceram no café.

Denalyn culpou o barulho pelo descuido. "Estava tudo tão barulhento, que me esqueci de desligá-lo".

O mundo faz assim. A vida pode ser tão barulhenta, que nos esquecemos de fechá-la. Talvez seja por isso que Deus tratou de forma tão enfática o descanso, nos Dez Mandamentos.

Já que você foi tão bem no exercício do ponto, deixe-me passar-lhe outro. Das dez declarações entalhadas nas tábuas, qual ocupa mais espaço? Assassinato? Adultério? 

Roubo? Você achará que sim. Certamente, cada uma é merecedora de ampla cobertura. Porém, curiosamente, estes comandos são tributos à brevidade. Deus precisou apenas de duas palavras, no português, para condenar o adultério, bem como para denunciar o furto e o assassinato.

Mas quando chegou ao tópico do descanso, uma sentença não seria suficiente.

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou (Êx 20.8-11).

Deus nos conhece bem. Ele pode ver o dono do armazém lendo este versículo e pensando, "Alguém precisa trabalhar nesse dia. Se eu não posso, meu filho o fará". 

Então Deus diz, Nem o teu filho. Então minha filha o fará". Nem a tua filha. "Bem, talvez um empregado. Nem eles. "Aposto como terei de mandar minha vaca cuidar da loja, ou talvez eu arranje algum estrangeiro para ajudar-me". Não, proíbe Deus. Um dia da semana você dirá não ao trabalho e sim à adoração. Você reduzirá o ritmo, sentar-se-á, e deitar-se-á, e descansará.

Ainda objetamos. "Mas... mas... mas... quem ficará na loja?" "E quanto às minhas notas?" "Tenho a minha cota de vendas". Apresentamos uma razão após a outra, porém Deus silencia todas elas com uma pujante lembrança: "Em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou". A mensagem de Deus é clara: "Se a criação não se espatifou quando eu descansei, não se espatifará quando você o fizer".

Repita comigo estas palavras: Não é minha ocupação cuidar do mundo.

Cerca de dois séculos atrás, Charles Spurgeon deu este conselho aos seus aprendizes de pregador:

Até os burros de carga devem se virar para a grama ocasionalmente; o próprio mar faz uma pausa no fluxo e refluxo; a terra guarda o sábado dos meses de inverno; e o homem, mesmo quando elevado a embaixador de Deus, deve descansar ou desfalecer, deve atiçar o lume de sua lâmpada ou deixá-la apagar; deve recuperar seu vigor ou envelhecer prematuramente... Na longa caminhada, devemos nos empenhar para de vez em quando fazer menos.

O arco não pode estar sempre tenso sem temer quebrar. 

Para um campo produzir frutos, ele deve ocasionalmente descansar sem cultivo. E para que você seja saudável, deve descansar. Diminua o ritmo, e Deus curará você. Ele trará descanso à sua mente, ao seu corpo, e, acima de tudo, à sua alma. Ele conduzirá você por verdes pastos.

Pastagens verdes não eram o relevo natural da Judéia. 

Os montes à volta de Belém, onde Davi guardava o seu rebanho, não eram verdes e viçosos. Ainda hoje, eles são pálidos e tostados. Qualquer pasto verde na Judéia é trabalho de algum pastor. Ele limpou o terreno tosco e rochoso. Os tocos foram arrastados, e os galhos, queimados. Irrigação. Cultivo. Assim é o trabalho de um pastor.

Portanto, quando Davi diz: "Deitar-me faz em verdes pastos", está dizendo: "Meu pastor me faz deitar em seu trabalho terminado". Com suas próprias mãos furadas, Jesus criou um pasto para a alma. Ele arrancou a espinhosa vegetação rasteira da condenação. Desprendeu o imenso seixo de pecado. Em seu lugar, Ele plantou sementes de graça e cavou tanques de misericórdia.

E Ele nos convida a descansar lá. Pode você imaginar a satisfação no coração do pastor quando, com o trabalho terminado, vê suas ovelhas descansar no gramado tenro?

Pode você imaginar a satisfação no coração de Deus quando fazemos o mesmo? Suas pastagens são presentes dEle para nós. Não é um pasto que você tenha feito. Nem é um pasto que você mereça. É uma dádiva de Deus. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2.8).

Em um mundo pedregoso, com uma humanidade falha, há uma terra viçosa com mercê divina. Seu Pastor o convida para lá. Ele quer que você se deite. Aninhe-se profundamente, até ficar escondido, enterrado, nos altos brotos do seu amor, e lá você achará descanso.


Fonte: Livro Aliviando a Bagagem - Max Lucado

domingo, 16 de janeiro de 2011

Aliviando a bagagem - Max Lucado - 4º Capítulo - A prisão do querer

4 - A Prisão do Querer

O Fardo do Descontentamento

O Senhor é meu pastor; nada me faltará...
Salmos 23.1
Venha comigo à prisão mais populosa do mundo. A instituição tem mais ocupantes que beliches. Mais prisioneiros que pratos. Mais residentes que recursos.

Venha comigo à prisão mais opressiva do mundo. Apenas pergunte aos ocupantes; eles lhe dirão. Eles estão extenuados e subnutridos. Suas paredes são nuas, e as beliches, duras.

Nenhuma prisão é tão populosa, nenhuma é tão opressiva, e, além disso, nenhuma é tão permanente. A maioria dos ocupantes nunca sai. Eles nunca escapam. Nunca são soltos. Eles cumprem uma sentença de vida nesta abarrotada e mal-provida instituição.

O nome da prisão? Você o verá na entrada. Em forma de arco-íris, acima do portão, seis letras em ferro fundido expressam-lhe o nome:

QUERER
A prisão do querer. Você tem visto seus prisioneiros. 

Eles estão "em querer". Eles querem alguma coisa. Querem algo maior. Mais bonito. Mais rápido. Mais magro. Eles querem.

Eles não querem muito, objeta você. Querem apenas uma coisa. Um novo emprego. Uni novo carro. Uma nova casa. Um novo cônjuge. Eles não querem muito. Querem apenas um.

E quando eles tiverem "um", serão felizes. E eles estão certos - eles serão felizes. Quando eles tiverem "um", sairão da prisão. Então acontece. O cheiro de carro novo passa. O novo emprego fica velho. O vizinho compra uma televisão maior. O novo cônjuge possui maus hábitos. As expectativas goram, e antes que se perceba, outro ex-condenado quebra a liberdade condicional e retorna à Cadeia.

Você está na prisão? Está se você se sente melhor quando tem mais, e pior, quando tem menos. Se o contentamento é uma libertação remota, uma transferência distante, um prêmio ao longe, uma renovação afastada. Se a sua felicidade vem de algo que você deposita, dirige, bebe ou digere, encare os fatos - você está numa prisão, a prisão do querer.

Esta é a má notícia. A boa é: você tem uma visita. E a sua visita tem uma mensagem que pode pô-lo em liberdade. 

Percorra o caminho até a recepção. Sente-se em sua cadeira, e olhe através da asa para o salmista Davi. Ele acena para que você se incline à frente. "Tenho um segredo para você", cochicha ele, "o segredo da satisfação". "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará" (Sl 23.1). Davi encontrou a pastagem onde os descontentes vão morrer. É como se ele estivesse dizendo: "O que tenho em Deus é maior e o que não tenho na vida".

Acha que você e eu poderíamos aprender a dizer o mesmo? 

Pense por um momento nas coisas que você possui. Pense na casa que você tem, no carro que você dirige, no dinheiro que você guardou. Pense nas jóias que você herdou, nas ações que você negociou e nas roupas que você comprou. 

Visualize todos os seus bens, e deixe-me dizer-lhe duas verdades bíblicas. 

Seus bens não são seus. Pergunte a qualquer juiz investigador de artes suspeitas. Pergunte a qualquer embalsamador. Pergunte a qualquer diretor de casa funerária. Ninguém leva nada consigo. 

Quando John D. Rockefeller, um dos homens mais ricos da história, morreu, seu contador foi interrogado:"Quanto John D. deixou?" A resposta do contador: "Tudo!"'

"Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho que possa levar na sua mão" (Ec 5.15).

De todos estes bens, nada é seu. E sabe o que mais sobre estes bens? Eles não são você. Quem você é não tem nada a ver com as roupas que você usa ou com o carro que você dirige. Jesus avisou: "A vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15). Deus não conhece você como o companheiro com o terno elegante, ou a mulher com a casa grande, ou a criança com a bicicleta nova. Deus conhece o seu coração. "O Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1 Sm 16.7). Quando Deus considera sobre você, Ele pode ver sua compaixão, sua devoção, sua brandura, ou agudeza mental, mas não pensa em suas coisas.
E quando você reflete sobre si, deveria fazer o mesmo. 

Defina a si mesmo pelo que possui, e se sentirá bem quando tiver muito, e mal, quando não tiver. O contentamento vem quando podemos, honestamente, dizer como Paulo: "Já aprendi a contentar-me com o que tenho...  Estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância quanto a padecer necessidade" (Fp 4.11,12).

Doug McKnight podia dizer estas palavras. Aos trinta e dois anos, ele recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla. Pelos próximos dezesseis anos, isto lhe custaria a sua carreira, a sua mobilidade, e eventualmente a sua vida. Por causa da doença, ele não podia alimentar-se sozinho ou andar; ele combateu a depressão e o medo.

Contudo, do começo ao fim, Doug nunca perdeu o seu senso de gratidão. A evidência disto via-se em sua lista de oração. Amigos a congregação pediram-lhe para compilar uma lista de pedidos, e assim poderem orar por ele. Sua resposta incluía dezoito bênçãos pelas quais agradecer, e seis assuntos pelos quais orar. Suas bênçãos excediam três vezes as suas necessidades. Doug McKnight tinha aprendido a estar contente. 

De igual modo aprendera a leprosa da ilha de Tobago. Um missionário conheceu-a numa de suas viagens. No final do dia, estava liderando a adoração numa colônia de leprosos, e indagou se alguém tinha urna canção favorita. Foi então que uma mulher se voltou e ele viu a face mais desfigurada que jamais vira. Ela não tinha orelhas nem nariz. Seus lábios já não existiam. Contudo, ela levantou uma das mãos sem dedos e pediu: "Poderíamos cantar Conta as bênçãos?"

O missionário começou a canção, mas não pôde terminá-la. Mais tarde, alguém comentou: "Suponho que você nunca mais será capaz de cantar este hino novamente". Ao que ele respondeu: Não, eu o cantarei novamente. Mas nunca mais da mesma forma.

Você está esperando que uma mudança nas circunstâncias traga mudança à sua atitude? Se assim é, você está na prisão, e precisa conhecer um segredo sobre viajar sem bagagem. O que você tem no seu pastor é maior do que o que você não tem na vida. 

Posso intrometer-me por um instante? Qual é a única coisa que separa você da alegria? Como você completaria a frase: “Serei feliz quando"? Quando eu for curado. Quando eu for promovido. Quando me casar. Quando eu ficar solteiro. Quando eu for rico. Como você completaria esta declaração?

Agora, com a sua resposta firme na mente, responda esta: Se você nunca tirar a sorte grande, se o seu sonho nunca se tornar realidade, se a situação nunca mudar, poderá você ser feliz? Se não, você está dormindo na fria cela do descontentamento. Você está na prisão. E você precisa saber o que você tem no seu Pastor.

Você tem um Deus que o escuta; tem o poder do amor atrás de você, o Espírito Santo dentro de você, e todo o céu dentro de você. Se você tem o Pastor, você possui graça para cada pecado, direção para cada curva, luz para cada canto, e uma âncora para cada tempestade. Você tem tudo o que precisa.

E quem pode tirá-lo de você? Pode a leucemia infectar a sua salvação? Pode a bancarrota empobrecer suas orações? Um tornado pode levar-lhe a casa terrena, mas tocaria ele o seu lar celestial?

E olhe para a sua posição. Por que o clamor por prestígio e poder? Você já não se sente privilegiado por ser parte do maior trabalho da história?

De acordo com Russ Blowers, nós somos. Ele é um ministro em Indianápolis. Sabendo que seria interrogado na reunião do Rotary Club acerca de sua profissão, resolveu dizer mais que "Eu sou um pregador".

Em vez disso, ele explicou: "Oi, sou Russ Blowers. 

Estou num empreendimento global. Temos ramificações em cada país do mundo. Temos representantes em quase todos os parlamentos da terra, bem como nas salas de reunião de diretoria. Somos pela motivação e alteração de comportamento. Movimentamos hospitais, postos de alimentação, centros de gravidez de risco, universidades, editoras e casas de saúde. Cuidamos de nossos clientes do nascimento à morte. Gostamos de seguro de vida e seguro contra incêndio. Realizamos transplante espiritual de coração. Nossa Organização original possui todos os bens imóveis da terra mais um sortimento de galáxias e constelações. Ele conhece todas e vive em toda parte. Nosso produto é gratuito (Não existe dinheiro suficiente para comprá-lo). Nosso Comandante nasceu numa cidade rústica, trabalhou como carpinteiro, não tinha uma casa, era mal-compreendido por sua família e odiado por seus inimigos, andou sobre as águas, foi condenado à morte sem julgamento, e ressuscitou da morte. Eu falo com Ele todos os dias". 

Se você pode dizer o mesmo, não tem razão para estar contente?

Certa vez um homem foi pedir conselho a um pastor. Ele achava-se no meio de um colapso financeiro. "Perdi tudo", lamentou ele.

“Oh, estou tão triste por você ter perdido a sua fé".

“Não, corrigiu o homem, "não perdi a minha fé".

“Bem, então sinto muito por você ter perdido o seu caráter". 

“Eu não disse isto", tornou a corrigir ele. "Ainda tenho o meu caráter”.

“Que pena você ter perdido a sua salvação".

“Não foi isto o que eu disse", objetou o homem. "Não perdi a salvação".

“Você tem a sua fé, o seu caráter, a sua salvação.

“Parece-me", falou o ministro, "que você não perdeu nenhuma das coisas que realmente importam".

Nem nós as perdemos. Você e eu poderíamos orar como o puritano. Ele sentava-se para uma refeição de pão e água, curvava a cabeça e dizia: "Tudo isto e Jesus também!"

Não podemos estar igualmente satisfeitos? Paulo declarou que “ é grande ganho a piedade com contentamento" (1 Tm 6.6). Quando entregamos a Deus o incômodo fardo do descontentamento, não apenas desistimos de algo, mas ganhamos alguma coisa. 

Deus o substitui por um que seja leve, feito sob medida, à prova de tristeza e adicto da gratidão.

O que você ganhará com o contentamento? Poderá ganhar o seu casamento. Poderá ganhar horas preciosas com os seus filhos. Poderá ganhar o seu auto-respeito. Poderá ganhar alegria. Poderá ganhar a fé para dizer: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará".

Tente dizê-lo bem devagar: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará".

Novamente: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará".

De novo: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará".

Shhhhh. Ouviu alguma coisa? Acho que ouvi. Não tenho certeza... mas acho que ouvi a porta de uma prisão se abrindo.


Fonte: Livro Aliviando a Bagagem de Max Lucado